Publicado em: 30/09/2026
Hospital Evangélico de Cachoeiro alerta sobre novos casos de câncer de mama
O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci), referência em alta complexidade e tratamento oncológico, oferecendo quimioterapia, radioterapia, braquiterapia, onco-hematologia e cirurgias robóticas. Com a chegada do Outubro Rosa, a instituição reforça a importância da conscientização e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Somente em 2025, pelo Heci mais de 1.400 pacientes em tratamento de câncer de mama passaram por quimioterapia e hormonioterapia. Na radioterapia, foram realizados mais de 100 tratamentos de mama no mesmo período.

Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminino no Brasil, com risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, é o câncer mais incidente entre as mulheres no país. A maior estimativa de risco está na região Sudeste, com 88,29 casos por 100 mil mulheres.
Somente em 2025, pelo Heci mais de 1.400 pacientes em tratamento de câncer de mama passaram por quimioterapia e hormonioterapia. Na radioterapia, foram realizados mais de 100 tratamentos de mama no mesmo período.

Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminino no Brasil, com risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, é o câncer mais incidente entre as mulheres no país. A maior estimativa de risco está na região Sudeste, com 88,29 casos por 100 mil mulheres.
O que é o câncer de mama?
O câncer de mama é uma neoplasia maligna que se origina, principalmente, no tecido glandular mamário e apresenta ampla diversidade morfológica e molecular, sendo o carcinoma ductal o tipo histológico mais frequente. A classificação molecular permite identificar subgrupos com características distintas de prognóstico e sensibilidade às terapias. Quando diagnosticado e tratado precocemente, apresenta, na maioria dos casos, prognóstico favorável.
Os principais fatores de risco para o câncer de mama podem ser agrupados em fatores endócrinos e reprodutivos, relacionados ao estilo de vida, a exposições ambientais e a fatores hereditários e genéticos. A idade acima de 50 anos é o principal fator de risco, refletindo o acúmulo de exposições hormonais e alterações biológicas do envelhecimento.
O risco também aumenta com maior exposição estrogênica ao longo da vida, incluindo menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, uso de contraceptivos orais combinados e terapia de reposição hormonal na pós-menopausa. Entre os fatores modificáveis, destacam-se o excesso de gordura corporal, a inatividade física e o consumo de álcool.

Segundo a oncologista Sabina Aleixo, uma das maiores preocupações são os casos diagnosticados em estágio avançado, que apresentam menor taxa de cura. Os pacientes chegam ao hospital por meio da regulação e, após avaliação, podem iniciar o tratamento.
“Orientações para todas as mulheres: manter uma atividade física regular, não fumar, evitar o consumo de álcool e ter uma alimentação saudável. Cuidar de si mesma, ter um momento de pausa e reduzir o estresse da rotina são atitudes importantes”, alerta a oncologista.
Como é feito o diagnóstico?
Em 2025, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O exame passou a ser recomendado também, sob demanda, para mulheres de 40 a 49 anos, mediante vontade da paciente e indicação médica. Anteriormente, o rastreamento pelo SUS era direcionado a mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, mesmo sem sinais ou sintomas.
A mamografia é o principal exame de rastreamento e pode identificar alterações antes do surgimento de sinais clínicos. Quando há suspeita, pode ser indicada biópsia para confirmação do diagnóstico.
“A detecção precoce é uma forma de prevenção e visa identificar o câncer de mama em estágios iniciais. Câncer de mama não é sentença, é um desafio que, com diagnóstico precoce e tratamento eficaz, pode ser superado”, afirma Sabina Aleixo.
Tratamento
O tratamento varia conforme o estágio da doença e o perfil de cada paciente, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia.